Na foto, Eliana Gomes liderou ato realizado no dia 7 de agosto de 2017, data em que a Lei Maria da Penha completou 11 anos. Atividade cobrou do Governos Federal o início do funcionamento do equipamento público.

Desde setembro de 2016, a Casa da Mulher Brasileira em Fortaleza está com prédio pronto, porém sem funcionar. O equipamento faz parte do Programa “Mulher Viver Sem Violência”, que prevê uma unidade em cada capital brasileira. Em um só lugar, a vítima de violência doméstica encontrará vários atendimentos, como acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças – brinquedoteca; alojamento de passagem e a Patrulha Maria da Penha.

A informação que circula é de que a burocracia institucional do Governo Federal travou a abertura da Casa. Embora com obras finalizadas e recursos garantidos, há problemas no processo de aquisição de equipamentos e profissionais.
Desde o início do ano, o mandato da vereadora Eliana Gomes na Câmara Municipal de Fortaleza, assim como a Coordenadoria Especial de Políticas para as Mulheres do Ceará, e a Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, tem pressionado a Presidência, tanto por meio de requerimentos como também por meio de reuniões com o Executivo.

“Quase um ano depois, as desculpas da equipe de Michel Temer não se sustentam. As nossas mulheres não podem mais esperar. Enquanto a estrutura não funciona, a rede de defesa das mulheres pede socorro”, explica Eliana. São mais de 50 boletins de ocorrência por dia e dezenas de milhares de medidas protetivas para serem acompanhadas.
Com a estrutura funcionando, os 10 mil procedimentos registrados em 2016 pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) poderiam pular para 30 mil por semestre.