É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Gilse Westin Cosenza, militante histórica da esquerda e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Em 2011, tivemos a honra de homenagear Gilse em Sessão Solene na Câmara Municipal de Fortaleza.

Gilse tem uma grande e riquíssima história. Foi um exemplo de mulher que ama seu país, que lutou por soberania e justiça social, sendo capaz de sair da sua terra natal, Minas Gerais, para enfrentar um dos períodos mais cruéis vividos pelo Brasil.

Em 1964 foi aprovada no vestibular da PUC-MG para o curso de Serviço Social. Em 1966, foi eleita vice-presidente do DCE da OUC-MG. Em 1967, saiu do DCE e foi eleita para a Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social, ligado a UNE. Neste mesmo ano, Gilse se formou, mas não pode colar grau porque temia ser presa, fazendo isso somente em 1980, depois da Anistia.

Teve prisão preventiva decretada em 1968 pela Ditadura Militar e, vivendo na clandestinidade, foi uma mulher aguerrida que incorporou vários papéis, tanto para sobreviver, como para atuar politicamente.

Gilse Cosenza passou a partir de então, sua vida na clandestinidade, com companheiro e suas filhas. Foi perseguida, presa e torturada pela Ditadura Militar.

Gilse Cosenza chega ao Ceará no início da década de 80 e com outros camaradas fortalece o Partido Comunista do Brasil, sendo presidente da Comissão Provisória do Partido e logo depois Presidente do Comitê Estadual no Ceará por algumas gestões.

Gilse Cosenza faz parte da história do Ceará e consolidou a nossa luta no Estado.

Nos últimos anos, Gilse foi coordenadora do núcleo mineiro do CEBRAPAZ (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz), Conselheira do Movimento Popular da Mulher e membro do Comitê Municipal do PCdoB de Belo Horizonte.

Assim, nossa grande Gilse Westin Cosenza deixa a vida e entra, definitivamente, para a história. Sigamos seu exemplo, nos inspiremos na sua garra e vivamos sua resistência.

GILSE, PRESENTE!

Eliana Gomes – Vereadora de Fortaleza