Em 2009, com o objetivo de tornar a moradia acessível às famílias organizadas por meio de cooperativas habitacionais, associações e demais entidades privadas sem fins lucrativos, o Governo Federal lançou o Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades.

Este programa, ligado à Secretaria Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, é dirigido a famílias com renda mensal bruta de até R$ 1.800,00, além de estimular o cooperativismo e a participação da população no protagonista de ações dentro das temáticas habitacionais.

Em Fortaleza, a Federação de Entidades de Bairros e Favelas de Fortaleza – FBFF e outras duas entidades (Habitat e CEARAH Periferia) tomando posse de suas representatividades nas questões relacionadas com a habitação, iniciaram, em 2013, um movimento organizado para trazer o Minha Casa, Minha Vida – Entidades para famílias da capital cearense, através do Residencial Comunitário Luiz Gonzaga, o primeiro empreendimento a ser executado através desta modalidade no Ceará.

Desde o princípio, o projeto popular contou com o apoio da então presidente da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (Habitafor), Eliana Gomes. A gestora incluiu a pauta das entidades na sua agenda política com o Prefeito Roberto Cláudio, o Governador Cid Gomes e a presidenta Dilma Rouseff.

No projeto inicial, o Residencial Comunitário Luiz Gonzaga previa a aquisição de cerca de 3500 unidades habitacionais, entretanto as mudanças no cenário político e econômico, principalmente em relação ao afastamento da ex-presidenta Dilma Roussef, fez com que o número de unidades reduzisse para 1760.

Sendo assim, a distribuição ficou da seguinte forma: a Federação de Bairros e Favelas com 496, CEARAH Periferia (CP) com 640 e Habitat com 624 unidades habitacionais, que seriam destinas a famílias cadastradas por estas organizações.

Nos primeiros três anos, a luta das mais de 100 entidades de vários bairros de Fortaleza que seriam beneficiadas pelo projeto foi grande. Eliana Gomes lembra que cada etapa, desde a aquisição do terreno, até o início do trabalho social com os beneficiados foi de grandes desafios.

A medida só saiu do papel quando o governador Camilo Santana, que iniciou o mandato em 2014, e o prefeito Roberto Cláudio, depois de muita costura política, asseguram contrapartidas em 2015 no valor de R$ 19 milhões.

“O fato de ser destinado a entidades e coordenado por estas fez o projeto encontrar mais dificuldades, pois todos sabem que nosso país sofreu um golpe. Mas a Habitafor, que nesse meio tempo se tornou Secretaria de Habitação, colocou seus técnicos e coordenadores para ajudar em todo o processo. Para mim, que iniciei minha trajetória lutando por moradia, ver o sonho deste povo sendo organizado, muito me orgulha. Ainda bem que eu estava lá para apoiar. Foi uma honra pra todos nós”, disse a vereadora.

Hoje, as obras do residencial se encontro avançadas (imagem em destaque), com estruturação dos blocos de apartamentos. A previsão da Prefeitura de Fortaleza, através da Habitafor, que segue acompanhando a obra, é de que as unidades sejam entregues até o final de 2017, se a conjuntura assim permitir.

Saiba mais

A obra apresenta uma área construída total de 91.161 m² e conta com uma grande quantidade de equipamentos comunitários como salões de festas, campos de futebol, quadras poliesportivas e pistas de skate.

As unidades habitacionais são compostas de Sala de Estar, 02 Quartos, 01 Banheiro Social, Cozinha, área de Serviço com uma área privativa da unidade de 47,31 m².